As manifestações ocorreram em um cenário marcado pelas recentes tarifas de 50% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros. A medida visa pressionar o judiciário brasileiro a livrar Jair Bolsonaro, e os demais envolvidos na trama golpista, do julgamento no STF. Incitada por Eduardo Bolsonaro e outras lideranças da extrema direita, a postura de Trump representa um ataque direto à soberania brasileira, que deve ser combatido na diplomacia e nas ruas.
“Nós estamos aqui para defender a democracia, a soberania e para reforçar que quem manda no Brasil é o povo brasileiro. O Brasil é um país soberano, que não pode sofrer interferência de outros governos. Nós vamos defender o nosso país para que a população possa discutir as melhorias que deseja. E queremos mais empregos, mais políticas públicas, mais saúde e mais educação”, concluiu Neiva Ribeiro.
Ana Lúcia Ramos Pinto, Secretária Geral da FETEC-CUT/SP, esteve presente no evento e afirmou: “Mais uma vez a militância vai às ruas para defender as pautas dos trabalhadores, redução da jornada, fim da escala 6×1, isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil. O Grito dos Excluídos reuniu milhares de pessoas em várias cidades do país, e a Praça da República foi o palco no qual dirigente dos 14 sindicatos da base da Fetec/SP se reuniu para protestar e defender a Soberania do Brasil: Quem manda no Brasil são os Brasileiros.”

Plebiscito Popular
Além dos atos políticos e culturais, a mobilização em São Paulo também foi palco da coleta de votos do “Plebiscito Popular por um Brasil mais justo e soberano”, que consulta a população sobre questões centrais para a classe trabalhadora: isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil, maior taxação sobre os super-ricos, fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho sem corte de salários.
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