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Banco Master: Enquanto bens da família Vorcaro estão na mira da PF, Sindicato luta pelos direitos dos demitidos

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Nesta quarta-feira 14, a Polícia Federal cumpriu uma série de mandados de busca e apreensão em endereços de pessoas investigadas no escândalo do Banco Master. Esta segunda fase da operação Compliance Zero busca realizar o bloqueio de bens de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, de seus familiares e sócios.

“As medidas judiciais visam interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações”, informou em nota a Polícia Federal.

Além de Daniel Vorcaro, foram alvos da operação desta quarta 14:

 

Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu R$ 200 mil em espécie com um dos alvos, R$ 97 mil com outro, além de relógios, carros de luxo e grande quantidade de armas, entre elas fuzis. Também foi determinado o bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.

Enquanto Vorcaro, seus familiares e sócios estão na mira da Polícia Federal para evitar que ocultem seus bens e patrimônio, o Sindicato dos Bancários de São Paulo está ao lado dos trabalhadores do Banco Master, lutando para que seus direitos sejam integralmente respeitados.

Na última sexta-feira 9, o Sindicato dos Bancários de São Paulo esteve em frente à sede do Banco Master, cobrando a regularização do pagamento aos demitidos da multa do FGTS e da verba de requalificação prevista na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria bancária, que não havia sido creditada para todos.

Diante do protesto realizado pelo Sindicato, o Banco Master se comprometeu em realizar o crédito correto das duas verbas aos bancários demitidos. Também foram feitas denúncias apontando assédio para que os trabalhadores que ainda permanecem no banco peçam demissão. O Banco Master se comprometeu a reorientar os gestores.

“O Sindicato está ao lado dos bancários do Banco Master, que são a parte mais frágil em meio a este escândalo. Afinal, perderam seus empregos e precisam se reposicionar no mercado. É inadmissível que estes trabalhadores não tenham seus direitos integralmente e pontualmente respeitados, enquanto o dono do banco, seus familiares e sócios fazem uso de todos os meios possíveis para que se safem de suas responsabilidades, buscando manter seus patrimônios intactos”, enfatiza a presidenta do Sindicato, Neiva Ribeiro.

“Para que nunca mais se repitam escândalos como este do Banco Master – que lesou clientes, bancários e toda a sociedade – é necessária uma fiscalização mais rígida por parte do Banco Central e demais órgãos reguladores do sistema financeiro. Esta também é uma luta do Sindicato”, conclui a dirigente.

 


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