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Dia nacional de mobilização: movimento sindical organiza atos em todo país às vésperas de mesa de negociação com a Fenaban sobre saúde no trabalho
O movimento sindical realizou, nesta segunda-feira (20), o Dia Nacional de Mobilização pela Saúde dos Trabalhadores, em cidades de norte a sul do país. As atividades foram realizadas no dia que antecede a quarta rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada 2026, quando o Comando Nacional levará à mesa com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) reivindicações contra os altos índices de adoecimento na categoria.
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Levantamento realizado a partir de registros do INSS, de 2012 a 2024, compilados no Smartlab (plataforma que cruza dados oficiais) apontam que os trabalhadores do setor bancário dominam o triste ranking das categoriais com mais afastamentos por saúde mental, respondendo por 25% do total.
Nos últimos dois anos desse período, os casos de concessão de benefícios previdenciários associados à saúde mental, acidentários e comuns na categoria bancária apresentaram crescimento de 56,6%, com o salto de 9.276 registros em 2023 para 14.525 em 2024.
Já a na Consulta Nacional dos Bancários 2026, realizada com quase 55 mil trabalhadoras e trabalhadores, de todas as regiões do país, 40% afirmaram terem utilizado medicamentos controlados (antidepressivos, ansiolíticos ou estimulantes) no último ano.
Na pergunta "quais impactos a cobrança excessiva pelo cumprimento de metas causam à sua saúde?", com possibilidade de múltipla escolha, as resposta foram:
- 67% afirmaram preocupação constante com o trabalho;
- 59%, que os impactos são cansaço e fadiga constante;
- 47% apontaram desmotivação, vontade de não ir trabalhar;
- 42% sofrem com crises de ansiedade/pânico;
- 39%, que estão com dificuldades em dormir, mesmo aos finais de semana; e
- 24%, com medo de "estourar" e perder a cabeça.
Mauro Sales, secretário de Saúde da Contraf-CUT, destaca que os altos índices de adoecimento na categoria estão associados ao modelo de gestão. "A pressão constante por resultados, com metas de difícil cumprimento e que mudam o tempo todo, somado ao cenário de redução de pessoal (que aumenta a sobrecarga de quem fica), hipervigilância e complexidade crescente das operações financeiras e os avanços tecnológicos, contribuem para a ansiedade, esgotamento e outros transtornos que prejudicam a saúde mental da categoria", explica o dirigente.
Entre as reivindicações que serão apresentadas pelo Comando Nacional à Fenaban, na mesa de negociação desta terça-feira (21), estão:
- Fim de metas abusivas;
- Combate ao assédio moral, organizacional e algorítmico;
- Limites à vigilância digital e ao controle por algoritmos;
- Serviços médicos que acolham os trabalhadores adoecidos;
- Nenhuma perda de remuneração durante o adoecimento; e
- Prevenção de riscos psicossociais - implementação das Normas Regulamentadoras (NR) nº 1 e nº 17.
"São três os eixos que sustentam essa pauta: prevenção ao adoecimento, proteção de quem adoece e, por fim, garantia de direitos, para que nenhum bancário ou bancária fique sem remuneração, função ou benefícios em razão do adoecimento", pontua Mauro Sales.
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Bancários e Bancárias: Feitos de Esperança, Movidos pela Luta!
Fonte: Contraf-CUT
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