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Unidade e luta garantiram reajuste salarial, manutenção de direitos e novas conquistas. Para o movimento sindical, defender o BB público é também proteger os trabalhadores, a soberania nacional e o desenvolvimento do país
A Campanha Nacional dos Bancários 2026 mostrou, mais uma vez, que a organização e a mobilização dos trabalhadores são fundamentais para conquistar avanços e preservar direitos. Mesmo diante de um cenário difícil de negociações, os funcionários do Banco do Brasil encerraram a campanha com a manutenção dos direitos previstos no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e novas conquistas para a categoria.
O resultado é fruto de uma trajetória de mobilização que envolveu dirigentes sindicais e trabalhadores nas agências, nos prédios administrativos e nas ruas. Protestos, atividades de conscientização e ações nos locais de trabalho fortaleceram a representação dos funcionários nas mesas de negociação e deram visibilidade às reivindicações da categoria.
Entre os avanços conquistados estão a ampliação da licença-paternidade de 20 para 35 dias, o aumento do auxílio para filhos com deficiência, medidas de proteção às funcionárias vítimas de violência doméstica e o compromisso do banco de estudar a revisão dos critérios do Plano de Carreira e Remuneração (PCR). A campanha também garantiu reajuste de 4,60% em 2026, correspondente à reposição da inflação acrescida de 0,6% de aumento real.
Para Rodrigo Leite, representante da FETEC-CUT/SP na CEBB (Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil), a luta dos funcionários vai além das questões salariais e dos benefícios.
“Defender o Banco do Brasil como instituição financeira pública significa preservar um dos principais instrumentos estratégicos para o desenvolvimento econômico e social do país”.
Rodrigo destaca que o BB tem papel fundamental no financiamento da produção, especialmente do agronegócio, no atendimento à população e no funcionamento do sistema financeiro nacional. Sua atuação também está relacionada à oferta de crédito e ao apoio a atividades econômicas que geram emprego e renda.
A preservação do banco público é igualmente importante para os trabalhadores, que têm no ACT e nas estruturas de assistência e previdência, como Cassi e Previ, conquistas construídas ao longo de décadas de organização sindical.
“Em um cenário de disputas sobre o papel do Estado e o futuro das empresas públicas, o movimento sindical reforça que a manutenção do Banco do Brasil público é essencial para proteger o patrimônio nacional e os direitos de seus funcionários”, afirma Rodrigo Leite.
O resultado financeiro do primeiro semestre de 2026 acendeu um alerta. O lucro líquido ajustado do Banco do Brasil foi de R$ 7,339 bilhões, uma queda de 34,2% em relação ao mesmo período de 2025.
Entre os fatores apontados para esse resultado estão o aumento da inadimplência no agronegócio, as dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais, os juros elevados e o crescimento das provisões para perdas com crédito.
A redução do lucro também impactou os valores destinados à participação dos trabalhadores nos resultados.
“Para o movimento sindical, é fundamental que os funcionários sejam reconhecidos e valorizados pelo trabalho que realizam diariamente, e também no enfrentamento de questões como a pressão por metas abusivas, as diferenças salariais para funções equivalentes e as condições de trabalho”, destaca o dirigente.
A campanha conquistou ainda um bônus de R$ 3 mil para o público definido na Campanha de Adimplência 2026, condicionado ao cumprimento dos indicadores estabelecidos. O pagamento está previsto para depois da divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2026, em fevereiro de 2027.
O encerramento da Campanha Nacional não significa o fim da mobilização. Diversas reivindicações históricas dos funcionários do BB continuarão nas mesas permanentes de negociação e nas atividades sindicais ao longo do ano.
Entre as prioridades estão a realização de concurso público, o combate às metas abusivas, a busca por igualdade salarial, a ampliação do Trabalho Remoto Institucional (TRI) em localidades com dificuldades de deslocamento e a defesa da Cassi e da Previ para os funcionários de bancos incorporados.
A experiência da Campanha Nacional 2026 reafirma que nenhuma conquista acontece por acaso. A mobilização nos locais de trabalho, a participação dos funcionários e a atuação dos sindicatos são decisivas e fundamentais para enfrentar retrocessos e avançar na garantia de direitos.
“Fortalecer a organização sindical e defender o Banco do Brasil público são partes da mesma luta: valorizar quem trabalha, preservar o patrimônio nacional e garantir que o banco continue cumprindo seu papel estratégico para o desenvolvimento do Brasil”, conclui Rodrigo.
Fonte: FETEC-SP
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